Vinicius Matos

Agosto 15, 2008

Quero uma lente dessas.

Arquivado em: . — Vinicius Matos @ 2:54 am

Eu sempre sonho em ter uma dessas belezuras. Não sei se vou utilizar muito mas meu lado consumista clama por um exemplar. Vamos trabalhando e sonhando que conforme diz “O SEGREDO” é só mentalizar (risos). Quando eu menos esperar ela vem!

A feira Photo Imagem Brazil foi legal. Eu procuro sempre olhar esses eventos de forma otimista pois eles custam a acontecer no Brasil. Se não os apoiarmos eles perdem força e daí não teremos é nenhum! Destaque para o fotógrafo de casamento americano Greg Gibson. O cara esclareceu muito sobre o tal Fotojornalista de Casamento já que sua formação é fotojornalística. Vi algumas pessoas reclamando das palestras. Eu já acho que uma boa dica já vale a viagem. Uma questão de ponto de vista, o meu é sempre o mesmo e toda palestra que assisto consigo

Agosto 10, 2008

A arte de ser avó (ô)

Quarenta anos, quarenta e cinco. Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as sua compensações – todos dizem isso, embora você pessoalmente, ainda não as tenha descoberto – mas acredita.

Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade.

Não de amores nem de paixão; a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas, que hoje são seus filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres – não são mais aqueles que você recorda.

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis – nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que se lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito sobre ele, ou pelo menos o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo ou decepção, se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho a certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.

Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avô, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto…

No entanto! Nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do neto. Não importa que ela hipocritamente, ensine a criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de “vovozinha” e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe banho, veste-o, embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, “não ralha nunca”. Deixa lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso dos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer croquetes, tomar café, mexer na louça, fazer trem com as cadeiras na sala, destruir revistas, derramar água no gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser – e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com lápis dizendo que foi sem querer – e ser acreditado!

Fazer má-criação aos gritos e em vez de apanhar ir para os braços do avô, e lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna…

Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós com seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!

E quando você vai embalar o neto e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz “Vó”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.

E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe castiga, e ele olha para você, sabendo que, se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade.

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menino – involuntariamente! – bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beicinho pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque “ninguém” se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague.

Rachel de Queiroz

Agosto 9, 2008

Bom Humor

Arquivado em: . — Vinicius Matos @ 3:19 am
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O bom humor é fundamental para a vida. A cada dia que passa tenho mais certeza disso. Aprendi muito com o nascimento da Júlia que sempre acorda com um sorrisão, mesmo com febre e otite como aconteceu ontem e hoje. E eu vi que não passava de um ranzinza ao levantar. Agora treinei bastante pois a repetição leva a perfeição. Hoje acordo sorrindo depois de 32 anos, nunca é tarde!

Falar em bom humor, a Joana e o Paulo deram show hoje a tarde no estúdio. Me fizeram rir o tempo inteiro. Espero que eles consigam terminar o piso da casa para que a pantufa da Joana não desfine, não é Joana?

Agosto 6, 2008

Juju na escola!

Arquivado em: . — Vinicius Matos @ 12:28 pm
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Não basta ser pai, tem que participar. Fiquei responsável, esta semana, de acompanhar os primeiros passos da JUJU na escola. Na sala de espera eu como o único pai e várias mães comentando dos seus filhos e na espreita caso os novatos começassem a chorar.

Confesso que me senti deslocado pois o assunto era babás que deixam as mães na mão, avós que dão muitos brinquedos, criança que acorda de bom humor, nutrição infantil, modelos e marcas de fraldas, etc… O jeito é abrir o Notebook e tentar despistar pois eu me senti um ignorante nos assuntos citados acima. Mesmo com ele aberto de as vezes me interpelaram e eu saí pela tangente. Quase dei o telefone da ANA para que ela respondesse por mim.

Hoje, depois de 3 dias Juju já se enturmou. Ela dança, brinca com chucalhos, come barra de cereais sentada (isso é incrível pois ela sempre come em pé), brinca no tanque de areia (onde nos primeiros 5 minutos de aula tomou duas baldadas na cabeça de um coleguinha mais agressivo) , faz “surpresinha”para o dia dos pais e dorme 3 horas a tarde pois chega exausta (essa é a melhor parte segundo a babá dela).

Eu em contrapartida estou acostumando com meu novo fuso horário pois estou acordando 1 hora e meia mais cedo, coisa que não fazia desde minha época de faculdade. Já se vão alguns anos! Bem, o importante é participar e curtir essa fase da vida dela que vai deixar saudades!

Nova Barbie

Arquivado em: . — Vinicius Matos @ 10:05 am
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Além dos modelos tradicionais da Barbie tais como Barbie Noiva, Barbie Vai as Compras, Barbie na Praia, Barbie etc e tal lançaram a Barbie Piriguete. Saiba abaixo como a descobri:

Thalita (minha prima de 6 anos): Olha só minha boneca! (me mostrando uma boneca da mulher gato, vestida vestida em sua indumentária tradicional, preta de vinil)
Vinicius: Ué, isso tá parecendo é a Barbie Piriguete!
Thalita: Não, a Barbie Piriguete é essa aqui ó. Ela usa batom e saia curta! (confira na foto)

Para saber a definição de Pirigute, clique no link.

http://www.dicionarioinformal.com.br/buscar.php?palavra=piriguete

Agosto 4, 2008

Clara e Johanes

Um casal que se conheceu em um ponto de ônibus em Belo Horizonte. Clara brasileira e o noivo Johanes alemão, acho que só de registro pois parece mesmo da terrinha! Apesar dos percalços logísticos que Clarinha enfrentou durante o pré-casamento, deu tudo certo e foi tudo feito com muito bom gosto.

Ontem eu enxerguei quase que somente em preto e branco. Além disso fiz amizade com as damas de honra e o pagem o que talvez justifica as muitas imagens dos mesmos.

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