
“Sua presença é importante mesmo ausente!” Me senti valorizado não?

“Sua presença é importante mesmo ausente!” Me senti valorizado não?
Há 1 mês adquiri um IPHONE. Realmente a pior de suas funções é a câmera digital que mesmo com 2 megapixels deixa muito a desejar. Tenho certeza que a Apple em versões futuras guarda boas surpresas, aaaa tenho! Enquanto isso vale a pena se deliciar com 100 imagens estonteantes, todas feitas com esse aparelhinho que hoje faz parte da minha vida e que me permite estar conectado ao mundo 24 horas. É assim que eu gosto. Isso prova que o olho do fotógrafo continua sendo ainda o mais importante, mesmo com tanta tecnologia!
Fonte: Photocritic photography blog

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Quem tem empresa, mesmo que pequenina como a minha, sabe o quanto é trabalhoso mantê-la. Ontem, estava procurando alguns acessórios de informática e me deparei com uma loja da Circuit City, antiga e tradicional cadeia americana que comercializa(va) eletrônicos e gadgets. A sensação de ver uma empresa tão grande fechando as portas é muito ruim. Automaticamente pensei nos meus negócios e o quanto ficaria triste se tivesse que fechá-los algum dia. O abatimento era visível nos olhos dos atendentes da empresa já que provavelmente se sentiam no corredor da morte. Estava liquidando tudo na loja para poder fechá-la. Vendendo todos os mostruários e quase tudo com 50% de desconto. Essa foi a única parte boa já que achei um dos bagulhos que estava procurando por metade do preço.


Enquanto ainda não tenho uma super, hiper, mega LEICA me divirto com minha mais nova aquisição. A G10 da Canon. Passou no teste embora seja impossível fotografar com ela com iso acima de 800. Estou mal acostumado. Ela é compacta e discreta. Dá para andar com ela no bolso 24 horas e não perder mais momentos preciosos.Todas as fotos do post anterior foram feitas com ela. Nada mal para uma câmera bridge. Substituiu e superou a G9.
Ela também fotografa em RAW. Aliás, falando nisso, eu fiz questão de procurar saber qual o formato de arquivo que os palestrantes da WPPI utilizam. Sabe a resposta? 99,9999999% utilizam RAW. Bela resposta aos os alunos que sempre me perguntam o que devem utilizar. Os caras só fotografam em RAW. Eles, referência mundial em fotografia de casamento. É isso aí, não sou eu quem estou falando.
Abraços a todos!

Mais um super texto escrito pelo talentoso Armando Vernaglia
az tempo que ensaio um texto sobre ética mas duas considerações atrasavam a idéia. Uma era o pensamento de que tudo que havia para ser escrito sobre esse tema já o tinha sido, e outra é que em geral meus predecessores neste assunto tinham infinitamente mais preparo filosófico do que eu e portanto escreveram com mais propriedade.
Embora eu continue não sendo um filósofo (nem de longe), tenho visto tantos casos de falta de ética que conclui definitivamente sobre a necessidade de escrever sobre o tema.
Vou apresentar um exemplo que sozinho carrega tudo o que quero dizer sobre este tema.
Recentemente processei uma empresa que roubou fotos de minha autoria e que estavam no site de um cliente meu. Aqui temos um grande exemplo de falta de ética, afinal um concorrente roubar material do outro para promover os próprios serviços é lamentável, difícil de achar adjetivos para isso.
O caso continua pois ao mover o processo tive que ficar frente a frente com os ladrões em uma audiência no tribunal. A defesa da empresa que roubou alegou que eu não era o autor das fotos, e sim que elas tinham sido feitas por uma “profissional” e a mesma testemunharia.
Imaginem alguém na minha frente dizendo que eu não fiz aquilo que eu podia facilmente provar que tinha feito, e também diante de uma autoridade do poder judiciário.
Entra na sala de audiência a “fotógrafa” elencada como testemunha para dizer que as fotos eram de autoria dela. O interessante é que eu tinha testemunhas (cliente, assistente e outros), contrato, arquivos originais e tudo mais que ela não tinha.
De tantas demonstrações de falta de ética que já presenciei, esta foi das maiores e mais bizarras. Como alguém que se diz profissional de fotografia chega ao ponto de ir contra outro de sua classe utilizando-se de mentira em um tribunal?
O fato é que ao ser questionada fortemente pela juíza sobre alguns detalhes do trabalho e ao ser advertida de que mentir em um tribunal pode render algum tempo na cadeia, a “fotógrafa” tratou de voltar atrás e dizer que não era a autora. Ela deixou o local calada e envergonhada. Nunca saberei os motivos dela, se financeiros ou por amizade a alguém da empresa, o fato é que nada justifica.
O processo continua em andamento, já com sentença favorável a mim mas aguardando as infinitas possibilidades de recurso que nossa justiça prevê.
Este é um caso, tenho outros. Outras duas empresas já roubaram fotos minhas, fotógrafos copiaram textos deste blog e o apresentaram como artigos próprios, fotos minhas já foram plagiadas sem a menor menção de que fossem inspiradas em meu trabalho e assim vai indo.
Devo dizer que eu ficaria honrado com a menção de ter sido o influenciador de um trabalho. Assim como fico feliz toda vez que sou publicado em blogs sérios e devidamente creditado como autor. Mas muitos não optam por este caminho, apenas copiam e roubam como se isso fosse normal ou aceitável.
Ainda não citei todos os concorrentes que se disfarçam de clientes e mandam e-mails ou telefonam para meu estúdio tentando saber meu orçamento para algum trabalho. Se querem saber quanto eu cobro basta perguntar abertamente. Sempre ajudo alunos na montagem de orçamentos, faria o mesmo para um concorrente, não tenho problemas quanto a isso, mas os que sofrem da falta crônica de ética preferem adotar algum plano de sabotagem.
Nossa profissão carece de ética, de boas práticas profissionais, de respeito, de sentido de classe, de tantas coisas que as vezes penso mesmo que fotografia não é profissão, e sim apenas um trabalho que qualquer um faz, basta comprar uma câmera e sair dizendo que é fotógrafo, o mesmo vale para ilustradores, designers, cinegrafistas, publicitários e tantas profissões que sofrem de problemas semelhantes.
Espero estar enganado, que eu tenha apenas tido azar, mas algo me diz que não foi bem isso.
Nos vemos em 15 dias,
[]’s
Armando Vernaglia Jr
É polêmico! Já falei sobre o assunto diversas vezes em sala de aula. Sempre que se toca em casamento gay tem fotógrafo que prende a respiração. Dá para escutar uma agulha caindo no carpete, é verdade! Chega de bobagem! É um casamento como qualquer outro que deve ser registrado da mesma forma e com o mesmo carinho independente da orientação sexual do fotógrafo. Uma amostra disso foi o casamento fotografado por Ben Chrisman, fotógrafo americano que atua na california, considerado em 2008 um dos 10 tops do mundo. Em breve esses casamentos atravessarão a linha do equador. Uma questão de tempo e costume. preparem-se.
Fiquei decepcionado com o livro Professional Wedding Photography: Techniques and Images from Master Photographers, o último lançamento no mercado literário de fotografia de casamento.
Na verdade ele é um conjunto de entrevistas com alguns dos principais fotógrafos e casais de fotógrafos de casamento do mundo mas é totalmente voltado para o mercado norte-americano. Bairrismo é bobagem.
Resultado: alguns capítulos eu não li até o final. Gostei de 2 ou 3 que apresentaram entrevistas consistentes e dicas que podem ser utilizadas em qualquer lugar do mundo. O resto pra mim não foi tão útil. Se pudesse voltar o tempo não leria este livro. É uma pena. Normalmente é difícil eu não gostar de um livro pois eu tento aproveitar as dicas mais simples.
Há algum tempo venho compartilhando aqui no blog alguns fotógrafos de casamento que admiro. Ontem pensando quais são meus verdadeiros ídolos enchi duas mãos. No entanto escolhi 2 que mais me fascinam e vou dizer aqui primeiramente seus nomes: Marcus Bell e Jeff Ascough.
Há algumas característica em comum entre os dois, e são elas que me chamam muita atenção.
1. Ambos são extremamente humildes. Acredito que a humildade seja um fator preponderante para o sucesso de ambos. O humilde está sempre aberto ao aprendizado pois nunca se acha o tal.
2. Eles priorizam o sentimento em relação a estética! Eu adoro a frase de Pierre Verger que diz:
“Reconheço com prazer que negligenciei freqüentemente o lado estético em prol da espontaneidade das expressões e cenas a captar”
3. Ambos trabalham bastante o PB.
4. São “available light” shooters. Em outras palavras eles aproveitam a luz disponível no ambiente e só utilizam flash em último caso. Aqui vale uma resalva, com objetivas claras e câmeras cada vez mais avançadas que nos permitem fotografar a altos ISOS com índices aceitáveis de ruídos torna-se cada vez mais fácil trabalhar assim.
Vou contar um segredo. Nos dois últimos casamentos não me lembro de ter ligado o flash. Cada vez mais busco outras formas para iluminar minhas cenas. Jeff Ascough em um dos seus posts no forum DWF diz que muitos fotógrafos utilizam mal o flash por preguiça de entender seu manuseio ou por preguiça de compreender luz disponível. Acredite, é mais difícil fotografar assim mas acho que o resultado vale a pena. É muito fácil colocar o flash lá e ligá-lo não?
5. Eles gostam de imagens bem contrastadas
6. Têm um estilo dramático reforçado pela luz ambiente quase cênica e teatral e o contraste citado no item acima.
Bem, é isso. Abaixo coloquei umas imagens dos dois. Vamos babando né?
O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.
Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
Ruim – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?’
- Bom! disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal?
perguntou o Mestre.
- Não… -disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda.
Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.
Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem, do que ao que você perdeu.
Em outras palavras:
É deixar de Ser copo para tornar-se um Lago.
Somos o que fazemos, mas somos principalmente, o que fazemos para mudar o que somos..
(Autor desconhecido)